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Descomplique

O título desse post é um mantra que tenho tentado praticar nessas últimas semanas.

Tenho estado muito para baixo, com eventos relacionados a minha cachorrinha mais velha, a Nina, e finalmente, mas não esperada, a tal depressão da falta do que te é familiar.

Foi difícil entender a razão da tristeza ter sido plantada assim do nada, mas depois de muito pensar, chorar e bater a cabeça a ficha caiu: finalmente me toquei que isso aqui não é uma viagem de férias, e sendo assim todos os meus amigos, familiares e constâncias foram MESMO mudados e agora que entendi, preciso me adaptar.

Não sinto falta do Brasil, AMO morar na Escócia, é um dos lugares que sempre sonhei viver. Só que a vida é uma caixinha de surpresas (Joseph Climber é você? Rs) e mesmo estando no meio da realização de um dos meus maiores sonhos, fui pega de surpresa pela sementinha da saudade.

Com tudo isso em mente não demorou muito para a tristeza ocupar meu coração quase que por completo, começando a afetar meus planos, minha forma de enxergar meus objetivos de vida, e principalmente, causando aquele velho e temeroso sentimento: o medo.
Vivi algumas semanas como um zumbi, duvidando de minha capacidade, pensando que a conquista de um sonho (morar no Reino Unido) foi algo demais para mim, extremamente irritadiça, descontando tudo em todos e fechada para qualquer estender de mão que tentasse me tirar dessa lama que eu estava vivendo.
Obviamente não demorou muito para também afetar minha saúde. Tive uma gripe que não passava com nenhuma medicação do mundo e que levou mais algumas semanas para começar a apresentar um sinal de melhora.

Aí um belo dia acordei e tive um estalo: “Caroline, você precisa tomar a atitude de descomplicar o nó que está virando um emaranhado em sua cabeça e isso só depende de você!”.

Nós, seres humanos, complicamos demais e ficamos completamente perdidos nas linhas tortas que criamos em nossos pensamentos, crendo com afinco que não somos capazes de levantar dos tombos que levamos.
Preferimos escolher o caminho mais difícil, porque temos a natureza desconfiada de que nada deve ser tão fácil.

É óbvio que a saudade existe quando criamos laços verdadeiros, mas isso não significa que as pessoas deixarão de existir em nossa vida, a gente só precisa se adaptar a nova forma de permanência delas.
E o medo é a insegurança do novo caminho que está se abrindo à minha frente, mas que aprendendo a conviver diariamente com essa nova forma de alcançar meus objetivos, conseguirei substituí-lo pelo frio na barriga da conquista.

Não vou dizer que já descompliquei tudo, porque sou humana e tendo a achar mais coisas para complicar, está no gene, rs, mas desde que abri minha mente para esse mantra vi as portas se abrirem novamente, mesmo que ainda devagar, e finalmente reabri meu sorriso de satisfação à nova vida e aceitei os novos passos para alcançar novos sonhos.

E o resultado dessa introspecção é que descomplicando você perde o medo de tentar. ;P

 

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Oi! Me chamo Caroline Daudt, nascida no interior do Rio de Janeiro, de coração inglês e atualmente morando na Escócia!
Formada em Administração, Consultoria de Imagem Estilo e Maquiagem Profissional e nas horas vagas aspirante a chef.
Casada, mãe de duas cachorrinhas idosas e madrasta de uma adolescente milennial.
Uma sonhadora incomum para um mundo comum.

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About Caroline Daudt

Oi! Me chamo Caroline Daudt, nascida no interior do Rio de Janeiro, de coração inglês e atualmente morando na Escócia! Formada em Administração, Consultoria de Imagem Estilo e Maquiagem Profissional e nas horas vagas aspirante a chef. Casada, mãe de duas cachorrinhas idosas e madrasta de uma adolescente milennial. Uma sonhadora incomum para um mundo comum.

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