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Você vive o que posta?

Amo uma foto! Sendo ela contextual, fazendo carão, aquela pose de modelo (faltando experiência claro, rs), paisagens perfeitas, roupas, makes maravilhosas, comidas de filme em uma mesa arrumada para o close perfeito, tudo como uma boa blogueira deveria gostar certo?

Dunnotar Castle – Escócia

Bom, o close, a roupa, a maquiagem e a vida perfeita, é o que a maioria dos blogueiros querem mostrar hoje em dia, principalmente porque precisam ter retorno financeiro para as marcas com as quais fazem parcerias, mas o que sempre fica no ar é: as pessoas estão vivendo aquilo que postam?
Nem preciso ir muito longe com o “você pratica o que posta” conceito, porque sei que isso já é algo mais intenso, papo profundo para uma discussão calorosa em uma mesa de bar, rs, mas sim enfatizando um tanto o mais importante da vida: viver.
Não quero que vocês pensem que estou tentando causar algum desconforto ou alguma mudança na forma que os blogueiros trabalham, muito menos estou aqui na frente do computador fazendo textão para atingir alguns.
Se estou aqui hoje, escrevendo no meu espaço, isso se deve ao esforço de outros que hoje são grandes nomes no mercado e colhem bons e merecidos frutos de seu trabalho.

Decidi escrever esse post porque por muito tempo me deixei influenciar pela vida e mundo perfeito que os influencers nos mostram nas redes sociais.
Sofri porque achava que a minha vida não era perfeita e não fazia sentido, já que eu não vivia uma vida parecida com as deles e com isso não teria o que eles tinham, e isso me deixou muito para baixo, por muito tempo.
E o que saiu disso? Tentei fingir ser alguém que não era, sempre extremamente crítica com minhas falhas, e acabei vivendo pela metade momentos super importantes que tive e que nem as fotos e vídeos que foram tirados conseguem me fazer sentir a preciosidade do momento, já que eu estava “vivendo” no automático.
Calma gente! Isso não significa que não vivi as coisas boas que me aconteceram até então, tive sim momentos maravilhosos, registrados e não registrados e que me recordo com carinho e saudosismo, mas fico triste por lembrar de situações em que me vi para baixo porque eu não conseguia atingir aquilo que mais idolatrava nos influencers que seguia.
E isso aconteceu até com mais intensidade depois de eu ter criado o blog, vivia desesperada para atingir metas malucas, não era eu mesma nos textos que escrevia e quase deixei meu espaço virar uma espécie de robô, de conteúdos automáticos, que não eram exatamente o que eu gostaria de mostrar, mas era o que eu achava que chamaria atenção de acordo com as tendências daquele momento e me faria alcançar o topo.
Até que um dia, ao tirar uma foto para postar no Instagram do blog eu tive um pequeno surto e achei que estava chegando ao cúmulo de viver como no episódio Nosedive de Black Mirror (se não assistiu, terceira temporada-primeiro episódio, corre porque faz você realmente pensar).

Netflix – Black Mirror 3 temporada, episódio 1

Claro que não era para tanto, mas foi naquele momento que me toquei que precisava voltar a viver e sentir mais intensamente a minha vida, e que eu claramente estava virando uma cópia mal elaborada de outros apenas para conseguir seguidores, curtidas e parcerias, que em muitos casos não seriam exatamente o que eu queria quando decidi começar isso aqui.
Obviamente eu quero seguidores, eu quero curtidas, parcerias e trabalhos que o blog possa me proporcionar, mas tudo isso eu quero sendo eu, me dando realmente prazer por ter conseguido, mostrando a minha realidade, o meu caminho para chegar aqui e tentar influenciar as pessoas da forma que eu gostaria de ser influenciada.
Parece até piegas né? Mas é a verdade.

Instagram x Vida real

Acho muito importante pensarmos nessas coisas, tentarmos entender porque seguimos uma marca, algo/alguém e gostamos de algo e realmente chegar a raiz da questão: se estamos nos deixando influenciar sem nenhum contexto aparente ou só por aparência, porque o mais importante de tudo isso é não perdermos nossa essência.
A essência é o que nos faz sermos indivíduos, peculiares e únicos, e isso está marcado nas pessoas desde uma característica social ao estilo de se vestir.
Sabe aquela sensação de vazio quando você faz porque é tendência, mas não consegue se identificar com o que está fazendo?
É exatamente nesse ponto que eu quero mexer, para mim e para você.

Mas não me entenda errado, eu quero sim falar e tirar muitas fotos sobre moda, lifestyle, maquiagens, culinária e o que mais me der na telha, só não quero seguir padrões, quero criar o meu padrão e ajudar as pessoas a criarem os delas, a serem o melhor que elas puderem ser, como elas mesmas.
Mesmo que algumas vezes seja um pouco igual aos outros, achar onde eu me encaixo e basicamente viver tudo aquilo que posto aqui e nas minhas redes sociais. Tentar fazer com que vocês, leitores, se encontrem e vivam também.
Tenho testado essa teoria a algum tempo e acredito que esteja dando muito certo. Agora quero contar com vocês para continuar nesse caminho.

Então, vamos começar?

 

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Oi! Me chamo Caroline Daudt, nascida no interior do Rio de Janeiro, de coração inglês e atualmente morando na Escócia!
Formada em Administração, Consultoria de Imagem Estilo e Maquiagem Profissional e nas horas vagas aspirante a chef.
Casada, mãe de duas cachorrinhas idosas e madrasta de uma adolescente milennial.
Uma sonhadora incomum para um mundo comum.

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About Caroline Daudt

Oi! Me chamo Caroline Daudt, nascida no interior do Rio de Janeiro, de coração inglês e atualmente morando na Escócia! Formada em Administração, Consultoria de Imagem Estilo e Maquiagem Profissional e nas horas vagas aspirante a chef. Casada, mãe de duas cachorrinhas idosas e madrasta de uma adolescente milennial. Uma sonhadora incomum para um mundo comum.

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